"Sou feliz..."
A foto é de Fabricio Spatti. Logo cedo, às 8h30, na avenida Alberto Andaló, em Rio Preto, o corintiano já estava com o sorriso estampado no rosto e a esperança no olhar . A bandeira ao vento, reflete um pouco o sentimento de quem torce e admira o time mais popular do Brasil. No carrinho, objetos que comprovam a dificuldade do dia-a-dia. Nas ruas, seu único meio de sobrevivência. Nem por isso, a alegria deu lugar à tristeza, e os passos continuam em busca de novas oportunidades.
Mudando de Assunto: logo, voltamos às receitas


CARNE MOÍDA ENROLADA EM BACON

1 kg de carne moída (patinho), passada 2 vezes na máquina
1 maço de salsa picadinha
1 cebola média picada
3 dentes de alho amassados
1 colher (sopa) de manteiga sem sal
2 miolos de pão francês embebidos em leite e prensados para escorrer o leite
1 colher (chá) de sal
½ colher (café) de pimenta-do-reino branca moída
1 pacote de creme de cebola em pó
100 g de bacon cortado em tiras fininhas
Numa tigela, coloque a carne junto com todos os demais ingredientes. Misture com as mãos até a massa “dar liga”. Cubra a boca da tigela com um pano e deixe descansando por uma hora. Passado esse tempo, pegue bocados da massa na palma da mão e modele em volta de espetinhos de madeira. Em seguida, embrulhe cada espetinho com uma fatia de bacon e prenda as pontas com palitos. Asse na churrasqueira a uma distância de 30 cm do braseiro forte, durante 20 minutos, virando sempre os espetinhos para que fiquem assados por igual em todos os lados. Sirva com arroz branco e uma salada fatiada de tomates, cebola e palmito.
RECEITA - Luciano Pires
CHULETA

1 kg de chuleta
1 xícara (chá) de sal grosso
A chuleta é o corte da bisteca com osso somente com o contra-filé. Use porções grossas, com cerca de 3 cm de espessura. Polvilhe com sal grosso dos dois lados, coloque na grelha bem quente (com braseiro forte e bem formado). A carne estará no ponto ideal quando ficar churrasqueada por fora (bem dourada) e rosada por dentro.
FONTE: Luciano Pires
COSTELA DE TIRA

1 costela de tira (corte que você já encontra pronto em butiques de carne ou lojas especiais de algumas redes de supermercados) pesando aproximadamente 1,2 kg
100 g de manteiga sem sal
1 xícara (chá) de sal grosso
Besunte toda a costela com a manteiga, "grude" o sal grosso e leve à grelha com os ossos voltados para baixo, a uma distância de 45 cm do braseiro forte e uniforme durante uma hora. Os ossos deverão ficar expostos e esbranquiçados, e a carne já estará macia e suculenta. Baixe a grelha para 20 cm de distância do braseiro, vire a carne e deixe mais 5 minutos para dourar. Sirva fatiada, bem quente e acompanhada de farinha de mandioca grossa e mandioca frita. Uma pimentinha bode pra dar o cheiro!
Ingredientes
Com uma faca de lâmina fina e bem afiada, faça alguns furos na carne e recheie-os com os “palitos” de bacon. Em seguida tempere, polvilhando sobre toda a carne o creme de cebola em pó e depois o sal grosso. Embrulhe a carne em papel celofane para churrasco (5 voltas) e leve à churrasqueira a uma distância de 50cm do braseiro forte durante duas horas e meia (ou até que a carne esteja macia). Com muito cuidado para não se queimar com o vapor que se formou dentro do celofane, retire-o e retorne a carne à churrasqueira durante 10 minutos de cada lado a uma distância de 25cm do braseiro, só para dourar. Retire do fogo, corte em fatias e depois em tirinhas tipo aperitivo. Sirva bem quente acompanhada de farinha de mandioca fina e mandioca frita enquanto as carnes nobres não chegam. Ninguém vai reclamar.
— Receita de Sidney Maluf
ESPECIAL CHURRASCO
Picanha de Porco no Espeto

Ingredientes
Para o Tempero
Modo de Preparar
Corte a peça de picanha em postas de 1,5 cm de largura, tempere cada uma delas com os ingredientes indicados bem misturados e coloque-as no espeto da mesma forma que são colocadas as postas de picanha de boi, em formato “meia-lua”. Leve à churrasqueira pré-aquecida e deixe assar durante 8 minutos de cada lado a uma distância de 30cm do braseiro forte. Sirva acompanhado de mandioca frita.
– Receita produzida pelos churrasqueiros “Os Gaúchos” com
corte especial fornecido pela Porcote Comércio de Suínos – São Paulo
Picanha no Sal Grosso

Ingredientes
Modo de Preparar
Prepare a picanha aparando e acertando os lados para que fique uma peça com contorno bem definido. Tempere esfregando o sal grosso de ambos os lados da peça. Deixe descansando durante 20 minutos. Coloque no espeto no sentido do comprimento, perfurando a partir da ponta mais larga da peça. Leve à churrasqueira a uma distância de 40cm do braseiro forte (sem labaredas) e deixe 20 minutos de cada lado. Ela vai ficar dourada por fora e mal passada por dentro. Tire do espeto, coloque numa travessa e sirva fatiada, passando cada fatia novamente na grelha de acordo com o gosto de quem vai ser servido. Acompanhe com farofa e arroz branco.
Anéis de Cebola

Ingredientes
Para Empanar
Para fritar
Modo de Preparar
Com uma faca bem afiada corte as cebolas em fatias de 1cm de espessura e destaque os anéis. Despeje a cerveja numa vasilha refratária, junte os anéis de cebola e deixe marinar durante 30 minutos. Em outra vasilha ponha os ingredientes para empanar e misture com um batedor de arame até obter um a massa mole. Deixe essa massa descansar na geladeira durante 15 minutos. Tire os anéis de cebola da cerveja e seque-os com papel absorvente. Aqueça bem o óleo (1/2 litro, no mínimo) em fogo médio numa panela bem grande. Quando o óleo estiver bem quente retire a massa da geladeira, passe cada anel de cebola nela e frite de 2 em 2 ou de 3 em 3 de cada vez para que não grudem formando um amontoado que vai ser difícil separar com a escumadeira. Frite durante 2 minutos de cada lado até que fiquem dourados. Retire-os e coloque para escorrer numa travessa forrada com papel absorvente.
400g de fraldinha
200g de batata bolinha
½ cebola
½ pimentão verde
½ pimentão vermelho
Azeite
Orégano
Sal refinado e sal grosso a gosto
Preparo
Temperar a carne com sal grosso e assar na brasa. Lavar as batatas, cozinhar em pressão por 7 minutos com cuidado para que elas não desmanchem. Refogar com azeite a cebola e os pimentões adicionando o orégano. Servir a carne e as batatas com o refogado por cima.
Segredo: PIMENTA BODE

04 jilós (tamanho médio a grande)
02 ovos
02 colheres (sopa) de farinha de trigo
100g de queijo parmesão ralado grosso
Tempero a gosto
Gordura para fritar
Preparo
Bater os ovos. Misturar a farinha de trigo. Fatiar o jiló e passar nesta mistura de ovo.
Passar o jiló no queijo. Fritar em gordura quente.
1,5 litro de leite
65 g de farinha de trigo
65 g de manteiga ou margarina
01 cebola pequena
06 folhas de louro
12 Cravos
01 pitada de noz moscada
10 pimentas do reino branca em grãos
Sal a gosto
02 latas de palmito repicado
½ lata de creme de leite
Preparo
Derreter a manteiga e misturar a farinha de trigo até formar o roux. Ferver o leite coma cebola, as folhas de louro, os cravos, a noz moscada e as pimentas do reino branca grãos. Misturar com o roux aos poucos e cozinhar. Acrescentar 1 e ½ lata de palmito e deixar cozinhar por 5 minutos. Bater o creme no liquidificador e em seguida, voltar ao fogo.Temperar com sal a gosto. Finalizar com ½ lata de palmito repicado e ½ lata de creme de leite.
Costela na brasa, com mel e mostarda
2 colheres (sopa) de água
3 xícaras (chá) de mostarda
3 colheres (sopa) de molho de soja
3 colheres (sopa) de mel
750 g de costela de boi
Modo de Preparo
Misture a mostarda, o molho de soja, o mel e a água. Com uma faca afiada, faça talhos em ambos os lados das costelas. Pincele a carne com a mistura de mel e mostarda, mas reserve para ir pincelando ao assar. Coloque na churrasqueira, com muita brasa. É importante deixar a carne no alto, sempre com o osso virado para baixo. Deixar por cinco horas.
O moço da foto é o Stri. O lambe-lambe: Fabricio Spatti
| ||||
|
Abaixo, fotos da quermesse da "Boiadeira"
Crédito: Fabricio Spatti
Dobradinha do Armando

INGREDIENTES
3 colheres de óleo
3 dentes de alho amassados
1 cebola média picada
1 tablete de caldo de costela
2 fatias de bacon picado
2 lingüiças calabresa fatiada e cortada em meia lua
1/2 kg de carne de charque
1/2 kg de bucho bovino
Colorau
Sal
Feijão branco
MODO DE PREPARO
Pegue o feijão, lave e deixe de molho por mais ou menos 4 horas
Antes de começar o preparo da dobradinha, ferva separadamente a carne de charque e o bucho para retirar o sal
Faça isso três vezes, sempre trocando a água a cada fervida.
Depois corte em pedaços pequenos e reserve
Numa panela refogue o alho e a cebola no óleo, acrescente o caldo de costela dissolvido em um pouco de água quente
Adicione o bacon e refogue, coloque a calabresa e continue refogando
Por último acrescente a charque e o buxo e deixe refogando por mais algum tempo
Depois é só acrescentar o feijão junto com a água em que ele está de molho
Colocar o colorau e o tempero e acrescentar mais água se achar necessário
Agora é só deixar o feijão e as carnes cozinharem e diminuir a água
Cultura
Obra do artista plástico, cozinheiro e caipira
rio-pretense Jocelino Soares

Duas Moças

Costelinha de porco
Bacon em pedacinhos
1/2 pimentão picadinho
1 cebola picadinha
Arroz (a quantidade você determina)
Cheiro verde
Preparo
Numa panela de barro fritar a costelinha de porco cortada em pedaços miúdos, refogar em alho e sal, mexer de vez em quando e deixar apurar bem. Quando estiver bem moreninha, retirar e separar na mesma panela. Vereficar a quantidade do óleo que se formou (para que a comida não fique muito gorda). Fritar então o bacon em pedacinhos, separar no cantinho da panela, juntar então meio pimentão vermelho picadinho, uma cebola picadinha, esperar fritar um pouco, juntar o bacon e o arroz já lavado (a quantidade você determina). Refogar com a costelinha que estava separada, juntar água quente o suficiente para cozinhar. Mexer de vez em quando para distribuir bem a costelinha. Provar o sal. Depois de pronto polvilhar bastante cheiro verde. Pode ser servido com uma salada verde bem temperada e milho refogado. Pra dar um gostinho ainda mais especial: pimenta bode!
Um terço de história
A. Fiorin
No começo de junho, veio mais um convite. Dessa vez, um terço familiar, numa chácara já conhecida e que nunca havia recebido evento semelhante. O local conheceria quentão, paçoca, cachorro-quente, fogueira e até fogos de artifício pela primeira vez. Num primeiro momento, continuei a achar a idéia esquisita. Mas teria de ir. Afinal, todos iriam. Foi num sábado, à tarde. Cheguei antes. Altar pronto, guloseimas preparadas, família toda reunida, empolgada e até um “tal” santo em cima de um “tal” mastro.
Os mais antigos dizem que, levantado o santo uma vez, o ritual tem de se repetir por outras seis ocasiões. Caso contrário, azar, falta de sorte. O negócio começou a ficar sério. Até me coloquei a ajudar. Antes, uma dose, duas, três. Mas de leve, afinal, a reza ainda nem começara. Tentei prolongar o início, pois sabia que, assim que terminassem as orações, todos iriam embora. A festa terminaria. Já levava a sério o ritual, mas queria que a noite se estendesse, como nas feijoadas e nos churrascos recebidos pelo local anteriormente. Não demorou muito e: sinal da cruz, oração preparatória e oferecimento do terço, que deveria ser rezado com concentração, força e devoção. “Rezar é uma forma de mostrar louvor a Deus”, disse quem o puxava. “É um ato de fé”, explicava. Todos estavam em volta do pequeno altar, inclusive eu. Em débito com Deus, não rezava nem antes de dormir há pelo menos uns dois, três meses, anos, sei lá. Resolvi pagar a dívida. Ou pelo menos tentar.
As vozes, audíveis, poderosas, pareciam expressar desejos e sentimentos. Os sons, misturados, me fizeram perder a vergonha, o preconceito. “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra”. Foram muitas orações: Ave-Maria, Pai-Nosso, Creio em Deus, Glória ao Pai, Salve Rainha. “Óh! Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem”. As frases eram desconhecidas, completamente. Acompanhei no que pude. Mas já participava, a ponto de não saber por quanto tempo estava ali.
Alguns choravam. E a cada lágrima que escorria dos olhos de fé, me convencia ainda mais de que orar é preciso. As mãos agarradas, suando, pareciam significar o perdão, o poder e a importância familiar. O terço chegava ao fim, mas a festa estava apenas começando. O evento, estranho, do primeiro sábado do mês sete, cumpriu-se apenas uma etapa: brotou em junho de 2008, floresceu vigorosamente numa chácara de Bady Bassitt e, nas preces sinceras das bocas em transe, a certeza de que estarei presente nos próximos seis. Aprendi que a força da reza está na necessidade e na intenção. E no queimar da fogueira, ao som caipira, o “tal” santo ganhou nome: Antônio. Recebeu ainda a companhia de João e Pedro, antes, desapercebidos no triângulo sustentado pelo “tal” mastro. Juntos, os três, entregaram-se à divina missão de ser sementes de novos sonhos, cores, paz, risos, lágrimas, vida. E, no alto, pareciam distribuir a tranqüilidade de quem, como bons companheiros da fé, descansam serenos e nos esperam no próximo ano.

Ingredientes
1 kg de moela, 100g de bacon, uma colher de creme de cebola, alho e sal, um pimentão vermelho pequeno, duas cebolas pequenas, cebolinha, duas colheres de coloral.
Preparo
Colocar a moela na água fria e levar ao fogo. Quando abrir fervura, tirar a moela e lavar. Fritar o bacon em uma panela de pressão. Dourar o alho e a cebola na gordura do bacon. Acrescentar o coloral. Colocar a moela e misturar bem. Colocar água até cobrir a moela e deixar por 25 minutos. Para encorpar o molho, dissolver o creme de cebola na água fria. É isso que vai determinar a textura do molho, portanto, colocar mais água se quiser um molho mais fino e menos água se quiser um molho mais grosso. Na hora de servir a moela, virar o creme de cebola na panela de pressão, acrescentar uma cebola em rodela, o pimentão vermelho e a cebolinha. E bom apetite!
Quem quiser provar, o Boteco do Stri fica na rua Espanha, nº 602, na Vila Sinibaldi, em Rio Preto.
|
||
|
|
||
|
||